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MEMÓRIAS HISTÓRICAS CONDICIONAM FIM DA CRISE POLÍTICA EM MOÇAMBIQUE Severino Ngoenha, Lusa – 12.06.2016 O filósofo moçambicano Severino Ngoenha defende que as forças dominantes continuam agarradas a memórias históricas e a pseudo-estatutos que impossibilitam as conversações para ultrapassar a crise política e militar em Moçambique, classificando as negociações restabelecidas de “diálogo de surdos”. “Estamos perante um diálogo de surdos”, lamentou, em entrevista à Lusa, o reitor da Universidade Técnica de Moçambique, observando que a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior força de oposição, estabeleceram pré-condições que impossibilitam as negociações. Num momento em que as conversações foram restabelecidas, depois de terem sido paralisadas com a retirada da Renamo, que alegou falta de progressos e de seriedade, Severino Ngoenha entende que o processo negocial entre as partes está refém da ...
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PÁTRIA PENHORADA Por Benedito Machipane Vozes - @Hora da Verdade In: @verdade , 09.06.2016 Suas Excelências Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama, dignos dirigentes dos partidos Frelimo e Renamo, eu, Benedito Estêvão Machipane, cidadão moçambicano, estou angustiado com a guerra. Excelências, Agradecemos, eternamente, pela INDEPENDÊNCIA NACIONAL e pela DEMOCRACIA MULTIPARTIDÁRIA. Obrigado Frelimo e obrigado Renamo. Percebemos a pertinência da guerra de libertação e pela democracia, pois, hoje, vivemos estas conquistas que, aliás, corremos o risco de perdê-las. Estas lutas derramaram sangue de heróis, na altura chefes de guerrilha, soldados e civis. Os milhares de litros de sangue que Moçambique já bebeu são muitas e, por isso, chega de revoluções armadas, chega de ausência de fraternidade. Perguntem-se, Suas Excelências! Quem guerreia? Porquê guerreiam? Para quê guerreiam? Qual é o nome desta guerra? Senhores Nyusi e Dhlakama, não sabemos porquê e para quê ...
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CAMPO DE GÁS DA BACIA DO ROVUMA EM MOÇAMBIQUE ENFRENTA CARÊNCIA DE INVESTIMENTO Autoridades indianas Por: Ajoy K Das, Correspondente Creamer Media Reporter , 07 de Junho de 2016 O site de notícias da Creamer Media Reporter: Mining & Industry Research , na sua edição de 07.06.16, cita o seu correspondente, Ajoy K Das, a dizer que as autoridade indianas referem que o Projecto da Área de 1 de Gás do Rovuma em Moçambique, onde as empresas estatais petrolíferas e de gás da Índia detêm uma participação de 30%, foi afectado pela escassez de fundos de investimento.   Segundo as autoridades indianas citadas por Ajoy K Das, a data do início da produção de gás natural liquefeito (GNL) nos campos da Bacia do Rovuma tornou-se incerta e ainda não há acordo vinculativo com os potenciais compradores de GNL, porque poucos estão dispostos a entrar em contratos de longo prazo, tendo em conta o actual ambiente de queda dos preços de petróleo e gás no mercado internacional. Aj...
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MOÇAMBIQUE EM VIA DA DÍVIDA PÚBLICA PADRÃO Por Dalia Salis, Global Risk Insights: Know Your World Londres, 08 de Junho de 2016 O site da Newsletter britânica Global Risk Insights: Know Your World , na sua edição de 08.06.16, publica um artigo de análise de autoria de Dalia Salis, que refere que, após a revelação de dívidas ocultas, o FMI suspendeu a sua ajuda de emergência a Moçambique e o país está agora em vias de uma dívida pública padrão. Segundo aquela publicação britânica, em Outubro de 2015, Moçambique e o FMI anunciaram que tinham acordado um empréstimo de ajuda de emergência em várias parcelas, após a moeda nacional (o Metical) ter-se desvalorizado em cerca de um terço do seu valor. No início de Maio 2016 Moçambique admitiu a possibilidade de ter contraído mais de USD1.1 mil milhões extra de empréstimos ocultos que não tinham contabilizados e anunciados ao FMI e os investidores, totalizando USD11.64 mil milhões de dívida pública. Segundo Dali...