SERVIÇOS SECRETOS DO REGIME DE APARTHEID NA ÁFRICA DO SUL DESENVOLVERAM PROGRAMAS DE GUERRA BIOLÓGICA PARA EXTERMINAR A POPULAÇÃO NEGRA
RM Kuyeri, 30 de Setembro de 2019

O canal on-line de entretenimento e estilo de vida do YouTube na Nigéria, GoldMyneTV, está a passar uma reportagem mostrando como um ex-mercenário sul-africano alega que o grupo sul-africano associado à Unidade Especial de Inteligência Militar do Apartheid espalhou o HIV/SIDA entre as comunidades negras da África do Sul, Angola e Moçambique para exterminar os negros.

Recorde-se que surgiram várias teorias marginais de especulação sobre as origens alternativas do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e do síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA, cujas reivindicações variam desde as que se deve à exposição acidental intencional do vírus para o seu uso em guerra biológica no contexto da Guerra Fria.

Várias pesquisas e investigações foram realizadas desde que se detectou a existência do HIV/SIDA e cada corrente de pesquisa e investigação desenvolveu teorias variadas, baseada em informações infundadas e/ou falsas. Porém, alegou-se que o HIV demonstra ter evoluído ou estado intimamente relacionado ao vírus da imunodeficiência encontrada em símios (Simian Immunodeficiency Virus - SIV) na África Central Ocidental em algum momento, no início do século XX.

O HIV foi então acabando por ser descoberto na década de 1980 pelo cientista francês Luc Montagnier. Antes dos anos 80, o HIV era uma doença mortal alegadamente desconhecida. Outro estudos revelam que, tal como outros vírus fatais como Chikungunya e o vírus que causa a Dengue, entre outros, teriam escapado ao controlo em laboratórios norte-americanos que desenvolviam armas biológicas no contexto da Guerra Fria.

Andreas Rocksen, co-produtor, e Mads Brügger, que dirigiu o documentário Cold Case Hammarskjöld, apoiados pela DocSoc têm o seu trabalho a disposição no canal de entretenimento on-line e estilo de vida da TV on-line da Nigéria, o GoldMyneTV, que detalha a obsessão perturbadora do HIV e diz que um grupo de mercenários da África do Sul foi acusado por um dos seus ex-membros ter disseminado intencionalmente o HIV/SIDA na África Austral nas décadas de 1980 e 1990, no âmbito de um programa de guerra biológica do regime de Apartheid na África do Sul contra comunidades negras sul-africanas, moçambicanas e angolanas.

As alegações são feitas por Alexander Jones no referido documentário produzido durante um festival de cinema de Sundance este ano. Ele diz que passou anos como oficial de inteligência no Instituto Sul-Africano de Pesquisa Marítima (South African Institute for Maritime Research - SAIMR), há três décadas atrás, quando estavam em plano golpes e outras violências em todo o continente africano no contexto da Guerra Fria.

O documentário também explora o assassinato inexplicável de uma jovem recruta da SAIMR em 1990, cuja família acredita ter sido morta por causa do seu trabalho num projecto relacionado ao HIV/SIDA dirigido pelo grupo na África do Sul e em Moçambique. Também se afirma que o então líder do grupo tinha uma obsessão racista e apocalíptica pelo HIV/SIDA. Keith Maxwell teria escrito sobre uma praga que ele esperava dizimar populações de comunidades negras na África do Sul e Moçambique para consolidar o domínio dos brancos e trazer de volta os costumes religiosos conservadores, segundo documentos colectados pelos cineastas.

Keith Maxwell não possuía qualificações médicas, mas administrava clínicas em áreas remotas de comunidades negras pobres na África do Sul, nos arredores da cidade de Joanesburgo, afirmando-se ser médico. Isso deu-lhe oportunidades excepcionais de desenvolver experiências sinistras, segundo refere Alexander Jones no filme Cold Case Hammarskjöld. Os cineastas estavam a investigar o SAIMR, por ter assumido a responsabilidade pelo misterioso acidente de avião em 1961 que vitimou Dag Hammarskjöld, o então Secretário-Geral da ONU: “Que maneira mais fácil de obter um porquinho-da-índia do que quando você vive num sistema de Apartheid?”, diz Alexander Jones no filme e acrescenta: “Os negros não têm direitos, eles precisam de tratamento médico. Um filantropo branco aparece e lhes diz: ‘Eu vou abrir essas clínicas e vou tratá-lo’. Enquanto isso, ele é o lobo na pele de cordeiro”.

Uma placa exposta que anuncia: “Dokotela (médico) Maxwell”, ainda está pendurada na lateral de um escritório em Putfontein, onde os moradores se lembram de um homem branco bem respeitado, com um monopólio virtual na área de saúde na área. Ele oferecia tratamentos estranhos, incluindo colocar os pacientes em “tubos”, que ele dizia que lhe permitiam ver dentro dos seus corpos. Ele também administrou “ falsas injecções” contaminadas de HIV/SIDA, revelou Ibrahim Karolia, que administrava uma loja do outro lado da rua onde se situava a clínica do “Dokotela Maxwell em Putfontein.

Qualquer interesse que Keith Maxwell demonstrasse pelo HIV/SIDA em público era benevolente e Claude Newbury, um médico anti-abortos que conhecia aquele líder mercenário, confirmou que não tinha nenhuma qualificação médica, mas descreveu-o como sendo um humanitário comprometido: “Ele era contra o genocídio e estava a tentar descobrir uma cura para o HIV”.

Uma entrevista bizarra publicada no jonral Johannesburg Sunday Times com a adolescente e Alferes da SAIMR, Debbie Campbell, em Agosto de 1989, tem uma fotografia de um adolescente com um halo de cachos, medindo a poluição da água e também falando sobre a busca de uma cura para o HIV/SIDA. Mas a imagem saudável tem um tom sinistro. Ela descreve ter sido recrutada ainda na escola aos 13 anos e é difícil imaginar qualquer interesse benigno que um grupo internacional de mercenários possa ter ao inscrever garotas pré-adolescentes em programas desta natureza.

Os documentos colectados pelos cineastas parecem mostrar que as visualizações privadas de Keith Maxwell eram muito diferentes da sua personalidade pública. Os documentos sugerem que Keith Maxwell tem um prazer macabro no advento de uma epidemia. Numa delas, ele escreve: “A África do Sul pode muito bem ter um homem, um voto com uma maioria branca até o ano 2000. A religião na sua forma tradicional e conservadora poderá retornar. O aborto sob demanda, o abuso de drogas e os demais excessos das décadas de 1960, 70 e 80 não terão lugar no mundo pós-SIDA”. Portanto, os jornais são usados como o sonho da febre de um homem que aspirava ser o Josef Mengele da África do Sul. Pois, há relatos detalhados, embora às vezes ilegíveis, de como ele achava que o HIV/SIDA poderia ser isolado, propagado e usado para atingir em massa as comunidades negras africanas.

O que é menos claro é se Keith Maxwell possuía conhecimentos profundos necessários para implementar as suas visões de pesadelo. Alexander Jones, o ex-membro do SAIMR, afirma que sim: “Estávamos envolvidos em Moçambique, espalhando o vírus do HIV/SIDA através de condições médicas existentes”. Pelo menos um outro membro do SAIMR levantou aparentemente preocupações sobre os programas médicos do grupo. Trata-se de Dagmar Feil que era uma bióloga marinha que foi recrutada pelo namorado.

Em 1990, Dogmar Feil foi assassinada fora da sua casa em Joanesburgo. Os seus parentes acreditam que o assassinato tenha sido relacionado ao seu trabalho no programa de HIV/SIDA da SAIMR: “A minha irmã veio até a mim e disse que precisava confiar em mim”, revelou o seu irmão Karl Feil aos cineastas, tendo acrescentado: “Ela sentou-se comigo e disse que acha que eles vão matá-la. Ela disse que três ou quatro outros membros da sua equipa já haviam sido assassinados. Mas, quando perguntada sobre qual equipa, Dagmar Feil disse que ela não me podia dizer. O tópico da pesquisa sobre o HIV/SIDA surgiu várias vezes de maneira bastante vaga nas nossas conversas. Nunca coloquei as duas juntas”, diz Karl Feil no filme. Em vez disso, Dagmar Feil pediu que Karl fosse com ela à igreja, para que ela pudesse “fazer as pazes com Deus”. Semanas depois, ela foi encontrada morta. Menor que era, provavelmente teria deixado escapar algum segredo sobre o plano macabro da SAIMR e foi sacrificada.

Alexander Jones diz que conhecia Dagmar Feil e afirma que a morte dela ocorreu após uma viagem a Moçambique que ele descreve como a base para as experiências médica do grupo SAIMR na disseminação do HIV/SIDA para fins de guerra biológica: “Ela foi recrutada para fazer pesquisas médicas. Ela progrediu e se tornou na parte importante do círculo interno das operações. Ela foi a Moçambique para cumprir as suas obrigações e... saiu a notícia de que ela iria testemunhar” (perante a Comissão da Verdade e Reconciliação instituída na África do Sul logo após o Apartheid? Talvez).

A família de Feil passou anos tentando descobrir o que aconteceu com Dagmar Feil, mas a polícia mostrou pouco interesse, segundo disse o irmão. Durante esse período, a família disse que outro membro do SAIMR deu a eles documentos que se acredita serem as memórias de Keith Maxwell e a sua conta do SAIMR. Mais tarde, eles compartilharam os documentos com os cineastas. A mãe de Dagmar Feil também foi à Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul várias vezes, disse Karl Feil. Ela pediu para que fosse investigado o assassinato da sua filha como parte de uma conspiração mais ampla, mas isso foi-lhe recusado. O caso Dagmar Feil parece ter o mesmo destino que o da morte de Samora Machel em Mbuzini.

Embora a Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul tenha revelado a existência do SAIMR pela primeira vez no mundo, a equipa também estava sobrecarregada e teve que lidar com falsas ou forjadas confissões e o que a família viu como sua melhor esperança de descobrir a verdade desapareceu, do mesmo modo que desapareceu a esperança das circunstâncias de Samora Machel em Mbuzini: “Eles não a ouviram. Eles não discutiram essa questão”, diz Karl Feil.

Disseminamos deliberadamente o HIV/SIDA na África do Sul

Baffour Ankomah relata que, numa confissão chocante, feita diante das câmaras num novo documentário divulgado este ano, um ex-membro do Serviço de Inteligência da África do Sul na época do Apartheid disse que o HIV/SIDA e outras doenças foram deliberadamente espalhados entre a população negra na África Austral, com destaque para a África do Sul, Moçambique e Angola, num esforço para matar o maior número possível de negros. A sua confissão, considerada apenas a ponta do iceberg, reacendeu o fervoroso debate sobre todo o fenómeno em torno do HIV/SIDA em África.

Nma confissão muito chocante, feita diante das câmaras num novo documentário sobre o
Cold Case Hammarskjöld, aquele ex-membro do Serviço de Inteligência da África do Sul na época do Apartheid disse que disseminação deliberada do HIV/SIDA e de outras doenças entre a população negra foi na tentativa de matar tantos negros quanto possível. Até Fevereiro de 2019, a maioria dos africanos não conhecia o Sundance Film Festival, um programa do Sundance Institute, que ocorre anualmente em Park City, Utah, na América. Agora muitos africanos sabem, porque algo estraordinário e polémico aconteceu naquele Festival este ano que viverá com os africanos por muito tempo. Com 224.900 participantes em 2018, o Sundance Film Festival é o maior festival de cinema independente nos EUA. Este ano ocorreu entre 24 de Janeiro e 3 de Fevereiro de 2019 e o número de participantes ainda não foi divulgado.

O que está em jogo é a polémica, uma confissão condenatória de um ex-agente da época do Apartheid que admitiu, diante das câmaras num dos filmes mostrados, que ele e os seus colegas do SAIMR planearam golpes de Estado e outras formas de violência em toda a África nas décadas de 1970 e 80, tendo espalhado deliberadamente o HIV/SIDA na região da África Austral para acabar com os negros. Alexander Jones revela que “passou anos como oficial de inteligência” no SAIMR há 30 anos e se tornou no centro de atracção no terceiro dia do Sundance Film Festival, quando o documentário de co-produção dinamarquesa e sueca, intitulado Cold Case Hammarskjöld, foi exibido.

Fontes na África do Sul dizem que o SAIMR estava vinculado ao notório programa de guerra química e biológica (Chemical & Biological Warfare - CBW) do país, liderado pelo Dr. Wouter Basson, um programa que os racistas do Apartheid usaram como cobertura para matar negros na África do Sul, em Moçambique e em Angola, além de causar sérios outros danos. A “área operacional” dos racistas era o que costumava ser chamado de “Estados da Linha da Frente”, agora conhecida simplesmente como a região da SADC. As operações detalhadas do Dr. Wouter Basson estão cobertas na edição de Novembro de 2001 do Cold Case Hammarskjöld.

O programa CBW da África do Sul também teve vínculos com o da Rodésia do Sul durante o regime de Ian Smith. O casal Basson causou muitos danos aos africanos negros, incluindo a disseminação da cólera e outras doenças perigosas na região, e complementando-o com as experiências de disseminação do HIV/SIDA. Pior ainda, quando se aproximava a independência no Zimbabwe, há sugestões de que o governo rodesiano de Ian Smith, com o apoio tácito do regime de Apartheid na África do Sul, se apressou em remover as evidências matando muitas pessoas negras que serviram de cobaias e foram objectos das experiências da CBW.

Escavando no fundo em busca da verdade

O Cold Case Hammarskjöld foi produzido pelo dinamarquês Mads Brügger e pelo sueco Göran Björkdahl. É um documentário que investiga o caso do ex-Secretário-Geral da ONU, Dag Hammarskjöld, que morreu num misterioso acidente de avião perto de Ndola, na Zâmbia, em 1961, a mesma cidade zambiana de onde Samora Machel saiu para a fatídica viagem que o levou a Mbuzini: “Estávamos em guerra. Os negros na África do Sul eram os inimigos...”, disse Alexander Jones.

Durante as audiências da Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul, em 1998, foram encontradas cartas com o papel timbrado oficial do SAIMR, sugerindo que os Serviços de Inteligência dos EUA, a Central Intelligence Agency (CIA), e a Inteligência Britânica (MI6) concordaram que o caso Dag Hammarskjöld deveria ser removido. Mas o Reino Unido e os EUA negaram o seu envolvimento no assassinato de Dag Hammarskjöld. Porém, no decurso da produção do novo filme, as investigações de Mads Brügger e Göran Björkdahl os levaram a Alexander Jones, que lhes disse diante das câmaras que o SAIMR, que operara com o apoio da CIA e da MI6, usava falsas vacinas para espalhar o HIV/SIDA na a região da SADC: “Estávamos em guerra. Os negros na África do Sul eram os inimigos”, disse Alexander Jones aos cineastas.

Ele confessou que ele e os seus colegas do SAIMR “espalharam o vírus” nas décadas de 1980 e 1990, sob o comando do seu líder, Keith Maxwell, que queria um país de maioria branca, porque: “Os excessos das décadas de 1960, 70 e 80 não têm lugar num mundo pós-SIDA. Que maneira mais fácil de obter um porquinho-da-índia do que você viver num sistema de Apartheid?. Os negros não têm direitos, eles precisam de tratamento médico. Há um filantropo branco entrando e dizendo: ‘Sabe, eu vou abrir essas clínicas e vou tratá-lo. Enquanto isso, ele é o lobo em pele de cordeiro”, gabou-se Alexander Jones aos cineastas.

Keith Maxwell morreu em 2006. As pessoas que o conheciam dizem que ele não tinha formação médica, mas operava clínicas nos bairros pobres de Joanesburgo. A sua sede era em Putfontein, onde ainda existe uma placa de sinalização, com o nome Dokotela Maxwell, mesmo em frente ao prédio onde ele operava. Segundo Claude Newbury, ele administrava injecções falsas infestadas de HIV/SIDA, embora tivesse a fama de ser um médico anti-aborto e contra o genocídio, alegando que estava a tentar descobrir a cura para o HIV/SIDA.

Alexander Jones, no entanto, insiste que Keith Maxwell usou a capa de um médico para levar a cabo experiências sinistras no âmbito dos programa CBW do SAIMR. Esta sua acusação foi apoiada por declarações de Ibrahim Karolia, cuja loja ficava do outro lado da estrada onde Keith Maxwell trabalhava. Ele disse aos cineastas que Keith Maxwell havia administrado injecções falsas e tratamentos estranhos, além de colocar os pacientes em tubos que alegava que lhe permitiam ver e diagnosticar doenças dentro dos corpos dos seus pacientes.

O Josef Mengele da África do Sul

Os documentos descobertos por Mads Brügger e Göran Björkdahl mostram que Keith Maxwell tinha visões extremamente perturbadoras: “A África do Sul pode muito bem ter um homem, um voto com maioria branca até o ano 2000. A religião, na sua forma tradicional e conservadora, retornará. O aborto sob demanda, o abuso de drogas e os demais excessos das décadas de 1960, 70 e 80 não terão lugar no mundo pós-SIDA”, escreveu Keith Maxwell.

De acordo com o
Observer South Africa, que divulgou a história de Keitk Maxwell, “os documentos de Maxwell parecem o sonho de um homem que aspirava ser Josef Mengele da África do Sul. O Anjo da Morte, Joseph Mengele foi um Oficial sénior da Unidade de Elite dos Serviços Secretos de Adolf Hitler (SchutzStaffel - SS) que realizou as mais bizarras e desumanas experiências com os prisioneiros judeus em Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial. Há relatos detalhados, embora algumas vezes ilegíveis, de como Keith Maxwell achava que o HIV/SIDA poderia ser isolado, propagado e usado como potencial arma biológica para atingir os africanos negros”.

O
Observer South Africa confirma que uma recruta da SAIMR, Dagmar Feil, bióloga marinha, foi assassinada fora da sua casa em Joanesburgo em 1990, por medo de que ela exporia os actos sombrios da SAIMR na Comissão da Verdade e Reconciliação na África do Sul, logo após o Apartheid: “Todos sabemos como o HIV/SIDA é transmitido de pessoa para pessoa. Não há confusão lá. A questão é se a outra agência teve ou não um papel activo em iniciar ou acelerar a reacção em cadeia em alguns lugares. Alexander Jones diz que sim e que a agência SAIMR era a temida nisso”.

Desespero perante a chocante confissão

Mas enquanto as revelações no documentário surpreenderam o mundo, o desespero já começou. O New York Times dos EUA descartou a possibilidade de as revelações de Alexander Jones serem consideradas uma “teoria da conspiração”. Relatando a história de Alexander Jones a 27 de Janeiro de 2019, o jornal avança o seguinte: “Mas isso é verdade? A noção de que o HIV é um vírus produzido pelo homem, concebido como mecanismo de controlo populacional, vem sendo propagada de há décadas”, diz o New York Times e prossegue: “Antes da teoria da conspiração surgir em África, ela apareceu como parte das campanhas de desinformação da União Soviética durante a Guerra Fria”.

Então agora é culpa da União Soviética! Mas é o truque usual que dos media ocidental estabelecer “teorias de conspiração” para defender os interesses ocidentais: “Os cientistas imediatamente lançaram dúvidas sobre a alegação de Alexander Jones, que eles chamaram clinicamente duvidosa. A probabilidade de que eles conseguiram fazer isso é quase zero”, prossegue o New York Times, citando o Dr. Salim Abdool Karim, Director do Caprisa, um centro de pesquisa sobre HIV/SIDA na África do Sul. O artigo diz que Salim Abdool Karim citou “os imensos recursos que seriam necessários para conduzir uma tentativa tão absurda de genocídio. Não obstante as limitações tecnológicas dos anos 90, incluindo a necessidade de instalações que rivalizem com as dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, além de milhões de dólares em financiamento, o HIV é extraordinariamente difícil de isolar, transportar e cultivar num ambiente de laboratório, muito menos proceder à sua distribuiçao em massa numa operação clandestina”.

No entanto, além de levar apenas um africano, Salim Abdool Karim, para descartar as revelações de Alexander Jones, o New York Times não mencionou mais nenhum outro cientista na sua história para justificar a afirmação de que “os cientistas imediatamente questionam a alegação”, além de citar Rebecca Hodes, Director da Unidade de Pesquisa sobre HIV/SIDA e Sociedade da Universidade da Cidade do Cabo, que disse: “Tais mentiras podem causar problemas muito reais. Uma consequência perigosa dessas alegações é que elas têm o potencial de semear desconfiança e suspeita de médicos e do estabelecimento médico e que podem confundir as pessoas sobre como o HIV/SIDA é transmitido”.

A verdade sairá ao de cima

Não é tão assim. Todos sabemos como o HIV/SIDA é transmitido de pessoa para pessoa. Nisso não há confusão. A questão é se existirão outras agências tenham ou não desempenhado um papel activo em iniciar ou acelerar a propagação propositada em cadeia do HIV/SIDA em alguns lugares. Alexander Jones diz que sim e que a agência era a temida SAIMR. Ele também explica a motivação por detrás disso: “Erradicar os negros para que os brancos pudessem continuar a dominar a África do Sul. Estávamos em guerra”, acrescenta Alexander Jones, implicando que tudo é justo no amor e na guerra. Isso não tem nada a ver com o excelente trabalho que os médicos e o estabelecimento médico levam a cabo diante do HIV/SIDA para conter a maré da doença. Eles eram e ainda são, em alguns casos, combatentes de incêndios e merecem todo o crédito que recebem. A questão permanece: Quem causou o incêndio em primeiro lugar?

A confissão de Alexander Jones é sim uma bomba. Isso confirma o que muitos suspeitavam na época, mas eram incapazes de prosseguir. Também ajuda a explicar muitas das inconsistências na história do desenvolvimento do HIV/SIDA na África Austral. Mas isso é claramente apenas a ponta do iceberg e que, por baixo, esconde-se talvez uma das histórias mais sinistra e aterrorizantes dos tempos modernos, como é o caso do regime do Apartheid na África do Sul, que deliberadamente se propôs a cometer o genocídio e o quão perto estava de alcançar os seus fins. Por isso, esta confissão pode trazer uma sensação de alívio para alguns dos milhões das vítimas da HIV/SIDA e suas famílias ou pode provocar uma nova raiva. De igual significado, finalmente repousará o argumento frequentemente citado de que os africanos trouxeram a maldição do HIV/SIDA sobre si mesmos, devido à sua sexualidade desenfreada.

Por quê Alexander Jones fez esta confissão depois de tanto tempo? Não podemos ter certeza, mas existe algo como viver com uma consciência pesada de culpa e não será a primeira vez que alguém que se aproxima do fim da sua vida se sente compelido a confessar os pecados que cometera, a fim de aliviar o pesado fardo que carrega na sua alma por tanto tempo. A verdade, como se diz, será revelada, não importa quanto tempo leve para que tal aconteça.

O The Project Coast

Esta não é a primeira vez que ex-agentes da época do Apartheid confessam publicamente o uso de armas químicas e biológicas para matar os negros. Pois, durante o infame julgamento de 30 meses do Dr. Wouter Basson, apelidado de Dr. Death ou Dr. Morte, ocorrido de 4 de Outubro de 1999 a 11 de Abril de 2002, muitos dos seus ex-colegas, que estavam entre as 200 testemunhas arroladas pelo Estado sul-africano, testemunharam que Wouter Basson havia usado os seus subordinados e agentes do Project Coast, nome não oficial do programa CBW da África do Sul, para matar os africanos negros nos chamados “grandes momentos” do regime do Apartheid.

Testemunhando sob juramento no julgamento de Wouter Basson, o Dr. Daan Goosen, o primeiro Director-Executivo dos Laboratórios de Pesquisa de Roodeplaat (
Roodeplaat Research Laboratories), a empresa de fachada das Forças de Defesa da África do Sul (SADF) em Pretória, onde estava instalado o Project Coast, disse: “Muitas pessoas acham que Basson foi um herói da guerra, porque ele matou os negros em grandes momentos”. Como ele, muitos outros testemunhas disseram ao tribunal que, durante um período de 10 anos, a partir de 1983, Wouter Basson, um Brigadeiro do Exército e um famoso cardiologista que viajava com o Presidente Peter W. Botha, usou a sua habilidade médica e treinamento militar para eliminar os oponentes do regime do Apartheid da maneira mais diabólica.

Os detalhes angustiantes que emergiram do julgamento de Wouter Basson lembraram aos observadores atentos do que havia acontecido na vizinha Rodésia do Sul, actual Zimbabwe, durante a guerra de libertação para a independência ao Zimbabwe a 18 de Abril de 1980. A Rodésia operou uma unidade de guerra química e biológica durante a guerra da independência contra os guerrilheiros da ZANU-PF.

No julgamento, Wouter Basson admitiu em tribunal que: “A pesquisa sobre o HIV?SIDA era uma reportagem ideal de capa para o Project Coast, porque era muito actual em 1988. Naquela fase, a maior parte da pesquisa sobre o HIV/SIDA na África do Sul foi feita através do Conselho de Pesquisa Médica, onde alguns dos pesquisadores estavam na nossa folha clandestina de pagamento”. Ele disse ainda que a empresa de fachada da SADF, Delta G, e o pesquisador Graham Gibson começaram a fazer pesquisas separadas sobre o HIV/SIDA para a SADF alguns anos depois.

Outras testemunhas no julgamento de Wouter Basson testemunharam que o Project Coast embarcou no seguinte: “Pesquisa sobre uma arma bacteriana específica para a raça negra, designadamente:

  1. Um projecto para encontrar maneiras de esterilizar a população negra da África do Sul;
  1. Uma discussão sobre a disseminação deliberada da cólera através de suprimento de água contaminada com o vírus;
  1. Produção em larga escala de drogas perigosas;
  1. O envenenamento fatal de líderes da luta anti-Apartheid, guerrilheiros capturados e os suspeitos de riscos à segurança; e
  1. Até mesmo uma conspiração para colocar o tálio - um metal pesado tóxico que pode prejudicar permanentemente a função cerebral - na medicação de Nelson Mandela antes da sua libertação da prisão em 1990”.

As testemunhas disseram ainda como cepas de bactérias mortais como o antraz, vimbrião da cólera e botulinum foram cultivados pelo Project Coast para serem usados como armas contra os oponentes do Apartheid. Outras armas incluíam cigarros com antraz e chaves de fenda escondendo seringas hipodérmicas cheias de venenos. O Project Coast também fabricou cerveja envenenada, chocolate, abas de envelopes, sprays de desodorizantes, etc., destinados a população negra, razão fundamental da segregação racial para assim se poder exterminar a população negra na África do Sul.

De acordo com as testemunhas, o Project Coast “contou com uma rede global de espiões, ex-soldados, imbecis, contrabandistas e guerreiros biológicos para obter produtos químicos, toxinas, culturas virais, equipamentos especializados e conhecimentos necessários para desenvolver o programa - e depois, em uma série de assassinos para entregar as mortíferas mercadorias.

O próprio Wouter Basson admitiu em tribunal que os seus contactos no exterior não conheciam suas conexões com a SADF: “Às vezes, ele era um pesquisador médico que trabalhou bem o suficiente, em 1984, para convencer os Centros de Controlo de Doenças em Atlanta, EUA, a enviar 8 remessas de vírus da Ébola, Marburg e Rift Valley para a África do Sul”, de acordo com Tom Mangold no seu livro editado em 2001, intitulado “Guerras da peste: a realidade aterradora da guerra biológica”.

O labirinto de negócios obscuros

Por meses, muitos governos estrangeiros seguiram nervosamente o julgamento de Wouter Basson de longe, pois ameaçava expor a rede e o labirinto de acordos profundamente embaraçosos e obscuros entre o Project Coast e os Serviços de Inteligência de várias nações, incluindo os EUA, Grã-Bretanha, Alemanha, Suíça, Alemanha Oriental, Croácia, Líbia, China, Israel, Paquistão, Iraque, Irão, Taiwan e outros. Um ex-associado de Wouter Basson, Johan Theron, ex-Oficial de Inteligência, contou ao tribunal como ele e outros, com a assistência do Project Coast, mataram centenas de negros e jogaram os seus corpos no mar da Namíbia usando uma pequena aeronave.

Johan Theron disse que o exército sul-africano capturou muitos membros da Organização Popular da África Ocidental da Namíbia (SWAPO) para ter espaço para atender a todos. Portanto, foi tomada uma decisão para reduzir a superlotação matando alguns soldados da SWAPO. A princípio, disse Johan Theron, eles tentaram estrangular os cativos. Quando isso se mostrou muito difícil e traumático, mesmo para os assassinos, os militares se decidiram por injecções letais. Foi quando o
Project Coast entrou em cena, para fornecer-lhes grandes quantidades de Scoline, Tubarine e seringas.

Johan Theron explicou ao tribunal que, entre 1979 e 1987, eles assassinaram centenas de prisioneiros da SWAPO com recurso a injecções letais. Os seus corpos foram carregados num pequeno avião, três de cada vez, e despejados no Oceano Atlântico, a uma altitude de 12 mil pés. No final, os norte-americanos e os britânicos forçaram o Presidente Friederick W. de Klerk a fechar o Project Coast e destruir os seus registos. A princípio De Klerk tentou resistir, segundo a revista New Yorker, mas acabou cumprindo: “A démarche também levou ao desarmamento nuclear da África do Sul. Não querendo entregar o arsenal nuclear do país a Mandela, De Klerk permitiu que os EUA entrassem e o removessem”.

Johan Basson, que também administrou o projecto de bombas nucleares da África do Sul por cerca de seis anos, admitiu em tribunal que havia fornecido aos operadores policiais drogas incapacitantes usadas em operações de roubo de fronteira, mas disse que isso estava sob as ordens do ex-Chefe da SADF, General Liebenberg: “Essas pessoas eram uma ameaça directa à sociedade sul-africana. O alvo não era o meu paciente. Eu cuidei da população sul-africana”, no seu dizer, “área transfronteiriça” ou “área operacional” abrangiam toda a África Austral e além. Claro que Johan Basson negou grande parte do testemunho de 200 testemunhas do Estado no tribunal e, embora ele não pudesse chamar nem uma única testemunha em sua defesa, o único juiz branco no julgamento, Willie Hartzenberg, o libertou após 30 meses de processo.

Como o HIV/SIDA se tornou numa epidemia em África

A confissão de Alexander Jones abre toda uma caixa de Pandora de outras perguntas, muitas há muito tempo reprimidas, mas que não desapareceram. Essas questões são desconfortáveis, não apenas em termos dos actores sul-africanos, mas também de outros poderes envolvidos, directa ou indirectamente, como são os casos da CIA e do MI6, na propagação dessa doença terrível e no encobrimento, bem como, com a mesma culpa, em apontar o dedo da culpa nas vítimas. Também levanta a questão de como e por que o HIV/SIDA foi rotulado de “epidemia” em África, quando os factos não apoiaram esse rótulo geral e, ao fazê-lo, condenou-se o continente e o seu povo a anos de denigração e ao que representava um carácter atacante para o assassinato de pessoas africanas negras. Não esqueçamos que, no auge do pânico do HIV/SIDA, praticamente todo negro africano era suspeito de ser portador e era evitado.

É claro que a reacção do Ocidente às recentes revelações de Alexander Jones e qualquer outra tentativa de mostrar que o HIV/SIDA se tornou numa “epidemia” em África, porque havia algo mais sinistro nela, é recebida com gritos da “teoria de conspiração”. Mas a “teoria de conspiração”, de acordo com o Prof FID Konotey-Ahulu, prestigiado médico do Gana e escritor pan-africano radicado no Reino Unido, torna os “factos em conspiração” se você remover o invólucro da maneira como o mundo é realmente governado pelas potências ocidentais.

As teorias de conspiração existem porque as explicações fornecidas não estão totalmente de acordo com a realidade dos eventos. Em suma, as evidências não se encaixam nos factos. De facto, como a história mostra, muitas “teorias de conspiração” acabam sendo “factos da conspiração” quando as revelações são finalmente feitas, ou documentos desclassificados são tornados públicos. Não satisfeito com as teorias da epidemia do HIV/SIDA em África e varrendo o mundo, o Prof. Konotey-Ahulu é o primeiro africano a pagar do próprio bolso para fazer uma viagem médica no final dos anos 80 à África para investigar o caso e chamou-o “epidemia” do HIV/ SIDA quando estava previsto acabar com o continente. O que ele viu no terreno em todo o continente o deixou perplexo, porque era totalmente contrário ao que a ortodoxia ocidental sobre o HIV/SIDA estava a dizer ao mundo. E ele contou tudo no seu livro sobre “O que é SIDA?”

Desde então, o Prof. Konotey-Ahulu tornou-se uma banda de um homem lutando e defendendo os interesses africanos no mundo da medicina a partir da sua residência no Reino Unido, onde ele vem pedindo aos africanos que abram os olhos para o que está acontecendo ao redor, porque as acusações de desprezo da “teoria de conspiração” significam realmente “factos da conspiração”.

A epidemia que foi feita para ser

Embora não haja dúvida de que o HIV/SIDA devastou partes do sul e leste da África, foi realmente na escala das epidemias bíblicas que foi feita. Além disso, por que a África reprimiu a tendência de que a maioria das infecções estava entre heterossexuais e não entre homossexuais como em outros lugares? Claro que, desde o início da história do HIV/SIDA em 1980, embora a síndrome tenha sido identificado pela primeira vez na comunidade gay em São Francisco, nos EUA, onde na verdade era originalmente chamada de Imunodeficiência Relacionada aos Gays (Gay Related Immune Deficiency - GRID), a ortodoxia insistia que em África o principal modo de transmissão foram as relações heterossexuais.

Isso independentemente do facto de que, no Ocidente, o HIV/SIDA permaneceu no que foi descrito como “grupos de risco”, ou seja, homossexuais, usuários de drogas intravenosas, receptores de plasma contaminado, etc. Porém, a “epidemia” em África foi atribuída à sexualidade desenfreada dos africanos, como se o africano fosse o único que tivesse impulsos sexuais no mundo. Esta foi a reciclagem de uma vergonha sobre o carácter do africano, que remonta aos dias da escravidão e da colonização.

Para justificar a brutalidade e a desumanidade de ambos os fenómenos, enquanto ainda tentavam manter os “valores cristãos” que os proibiam expressamente, era necessário desumanizar o africano, lançá-lo como um filho da natureza, uma criatura de instinto e apetite selvagem, um ser selvagem muito perigoso que precisava ser “civilizado” e disciplinado. Esses tropos, popularizados em romances de aventura e inúmeros filmes, persistem até hoje. Portanto, não foi preciso muita imaginação para atribuir a prevalência do HIV/SIDA heterossexual em África à “sexualidade desenfreada” dos africanos. Nesta óptica, “descontrolado” significa “fora de controlo”, um desejo irremissível apenas peculiar para os africanos.

Mas isso estava longe de ser o caso. Não há evidências que indiquem que os africanos, em geral, se envolvam em mais actividades sexuais com mais parceiros do que qualquer outro lugar do mundo. Aliás, a indústria do sexo está mais desenvolvida e popularizada no ocidente do que em África e é para lá onde se dirige o tráfico de muitos africanos para a escravatura sexual. De qualquer forma, os africanos, a maioria dos quais cristãos, são cristãos ou muçulmanos estritos que tendem a ser muito mais conservadores em questões sexuais do que no Ocidente mais permissivo e onde a indústria do sexo contribui com significativa parcela do PIB.

Os métodos de contracepção, incluindo a pílula, e as ideias de liberdade sexual propaladas a partir do ocidente, desencadearam uma era de permissividade sexual sem precedentes no mundo e cujos tipos nunca chegaram à África, que não só se limitam a sexo com seres humanos, mas incluem prática de sexo com todo o tipo de animais como cães e cavalos, tidos como animais de estimação que até partilham cama e mesa com eles. Porém, curiosamente, no início da década de 1970, uma crise de energia no Reino Unido, que levou à redução de programas na TV após 22h30, durante sete semanas, levou a “um excesso de pelo menos 3 mil nascimentos”, índice revelador de quão se fornica no ocidente. Depois que a televisão independente foi atingida por 11 semanas em 1979, uma manchete da Sun previa um “boom de televisão para bebês”.

Privados do seu passatempo habitual à noite, ao que parece, os britânicos se entregavam alegremente ao que, de acordo com o conteúdo regular dos tablóides, ao sexo como a sua actividade favorita, com zelo extra. A 02 de Março de 2000, o The Times e o The Independent, ambos jornais do Reino Unido, relataram que apenas o “feriado do milénio”, do dia 24 a 31 de Dezembro de 1999, resultou num aumento de 20% no número de abortos na Grã-Bretanha. Isto porque tantas mulheres ficaram prenhas e, porque não querem a maçada de cuidar dos filhos, recorreram ao aborto que a sua religião cristã diz que é pecado aos olhos de Deus. Consequentemente, “mais de 9 mil mulheres fizeram abortos de Janeiro a Fevereiro de 2000, em comparação com o mesmo período do ano anterior”, reportou a Marie Stopes International, uma das principais fornecedoras de abortos no Reino Unido, segundo relatou o The Independent: “Esse aumento pode ser a ponta do iceberg”, disse Helen Axby, Directora-Adjunta da Marie Stopes. Parece que se estava a ver a primeira faixa de mulheres que perderam a menstruação após as férias de Natal e Fim-do-Ano.

Isto deve significar duas coisas:

  1. Os britânicos são sexualmente mais activos do que os africanos; e
  1. Muitos dos britânicos não usam preservativos.

Por anos, foi dito que a Grã-Bretanha tinha a maior taxa de gravidez na adolescência na Europa. O que confirma o facto de que o uso de preservativo é ou foi muito baixo. Caso contrário, as adolescentes não estariam grávidas a estes níveis de altas taxas de aborto. Isso então levanta a seguinte questão: Se os britânicos são sexualmente activos e muitos deles não usam preservativos, porque não estão contaminado-se com o HIV/SIDA? E se os africanos são sexualmente activos e muitos não usam preservativos, por quê estão são mais vulneráveis aos HIV/SIDA do que os britânicos? Isto explicava a dicotomia de que, de facto, o principal modo de transmissão do HIV/SIDA são as relações heterossexuais?

Haverá algo mais do que o sexo

É lógico que a “epidemia” do HIV/SIDA em África foi causada por algo mais do que a mera prática de sexo, seja ele heterossexual ou homossexual. Para ser exacto, vários factores causam ou causaram a propagação do HIV/SIDA, um dos quais é o modo como o vírus se espalhou deliberadamente em África. Pois, em meados da década de 90, um grupo de pesquisadores norte-americanos escreveu na revista médica Nature alegando que “campanhas de imunização em massa contra a varíola em África pela OMS ajudaram a espalhar o HIV/SIDA entre as comunidades pobres negras, uma alegação que a OMS rejeitou sumariamente.

Isso parece uma mera coincidência com as revelações de Alexander Jones e as teorias absurdas sobre a origem africana do HIV/SIDA. Aliás, há dados que indicam que o primeiro caso de contaminação com HIV ocorreu entre soldados norte-americanos da Organização do Atlântico Norte (NATO) na Europa. Esta revelação de pesquisadores norte-americanos feita na revista Nature é uma mancha no pressuposto bom trabalho feito pela OMS. No entanto, é interessante o facto de que esses pesquisadores chegaram à esta conclusão e a publicaram como um facto, de que a doença estava sendo transmitida por outras agências além do puro contacto humano. O que, se questiona é o que os levou a essa conclusão?

Outros factores nas causas do HIV/SIDA

A recente confissão de Alexander Jones, aliada ao horrendo trabalho do Project Coast dá credibilidade à crença de que, pelo menos na África Austral, a doença foi ajudada por organizações clandestinas. Enquanto isso, como afirma o Dr. Salim Karim, é difícil isolar e transportar o vírus do HIV/SIDA, mas é muito simples colectar sangue de uma pessoa infectada e injectá-lo numa pessoa saudável, como diz o testemunho de Alexander Jones. Muitas pessoas, incluindo o campeão de ténis afro-americano dos EUA, Arthur Ashe, foram infectadas com HIV/SIDA por transfusão de sangue.

Além disso, a noção de que o HIV é um vírus artificial que deu errado, tem circulado desde os primeiros anos da descoberta da epidemia de SIDA. A New African publicou dezenas de histórias e entrevistas nos anos 90, com base na opinião de especialistas que disseram, embora não tenham fornecido nenhuma evidência, que o HIV foi criado como parte de um programa de guerra química e biológica (CBW) em laboratórios dos EUA em Fort Detrick, Maryland.

Durante 20 anos, a partir de 1988, a New African e escritores bem informados participaram no debate e análise sobre SIDA. Foram publicadas algumas evidências da Biblioteca do Congresso dos EUA que mostraram que, em 1970, o Comité de Apropriações do Congresso autorizou uma subvenção de USD10 milhões ao Pentágono para a pesquisa de um “organismo naturalmente inexistente que afectasse o sistema imunológico”, como parte dos Programas CBW dos EUA.

Um prazo de 10 anos foi fixado e, exactamente transcorridos 10 anos, em 1980, um “organismo naturalmente inexistente”, mais tarde denominado HIV, foi identificado como a causa de uma síndrome identificada pela primeira vez em gays em San Francisco. A partir daí, o que foi originalmente chamado GRID se transformou em HIV/SIDA e conquistou o mundo, particularmente a África. Como se tornou uma “epidemia” em África ainda é um mistério, mas consideremos alguns dos factores causais aqui relatados por Alexander Jones e testemunhos de muitos outros.

Além disso, primeiro, temos a própria definição de SIDA. Para a África, estava muito solto. Na sua infinita sabedoria, a ortodoxia apresentou duas definições de SIDA: uma para a África e outra para o resto do mundo. A definição africana foi notável pela sua baixa especificidade: “Perda de peso superior a 10%, diarreia cronica com duração superior a um mês e febre prolongada intermitente ou constante, com duração superior a um mês”. Nenhum teste foi necessário. Apenas pela visão, milhões de africanos foram condenados à vida devido ao HIV/SIDA. Não é de admirar que dezenas de milhões de africanos sejam seropositivos, alimentando a narrativa de “epidemia”.

Em Novembro de 1991, um grupo de médicos ocidentais, liderados por KM de Cock, atacou a definição da African Aids numa carta ao British Medical Journal, dizendo: “Muitos pacientes com tuberculose (TB), independentemente do seu estado HIV, apresentam perda de peso, febre e tosse e a definição de caso clínico da OMS para SIDA, portanto, tem uma baixa especificidade nessa população. A menos que os resultados dos testes de HIV sejam conhecidos, muitos pacientes com TB que não têm infecção pelo HIV podem ser relatados como tendo SIDA”.

O segundo factor foram os kits de teste ineficientes e não confiáveis. A inadequação dos procedimentos de teste, a ponto de até o próprio teste de HlV ser defeituoso. Como resultado, milhões de falsos positivos foram relatados em África, onde um teste, na maioria dos casos nenhum, foi suficiente para declarar as pessoas como HIV positivo. Nesse contexto, a “epidemia” relatada era falsa.

O terceiro factor foi a própria teoria do HIV. A ortodoxia ampliou e desconsiderou os factos para se encaixar numa teoria confortável e eles fizeram de tudo para evitar o desconforto de admitir erros, especialmente quando 29 doenças antigas eram remendadas e chamadas de SIDA ou relacionadas com SIDA.

O quarto factor foi o dinheiro, dinheiro, dinheiro. A certa altura, o SIDA estava a trazer custar aos pesquisadores norte-americanos sozinhos USD1.3 mil milhões por ano e centenas de milhares de empregos bem pagos estavam ligados directa ou indirectamente à indústria do SIDA. Portanto, a ortodoxia teve que manter a teoria falsa o maior tempo possível, caso contrário os empregos seriam perdidos. Por conseguinte, a “pandemia” do HIV/SIDA em África passou a ser mais uma justificativa para o saque de recursos para o ocidente, mantendo o continente cada vez mais pobre. De facto, em Abril de 1995, o Programa Global da OMS sobre SIDA, que mais tarde se tornou no ONUSIDA, demitiu 750 dos seus 3 mil trabalhadores, porque nenhuma das previsões de “pandemia” se tornou realidade.

No seu livro, Positively False - Expondo os mitos sobre o HIV e o SIDA, a jornalista e radialista britânica Joan Shenton conta como “no mesmo dia, na primavera de 1984, quando Margaret Heckler, Secretária de Saúde dos EUA, com Robert Gallo ao seu lado, anunciaram em entrevista colectiva em Washington DC que “a provável causa do SIDA foi encontrada”. Robert Gallo registou uma patente nos EUA para o kit de teste de sangue que ele havia desenvolvido: “A sua alegação de que ele era o único descobridor do vírus foi logo contestada pelo médico francês Luc Montagnier, que, por acaso, foi o primeiro a “descobrir” o vírus. Assim, a pedido do Presidente Ronald Reagan e do então Primeiro-Ministro francês, Jacques Chirac, Robert Gallo e Luc Montagnier se reuniram num quarto de hotel em Frankfurt, Alemanha, para chegar a um acordo. O resultado final foi que os franceses e os norte-americanos resolveram o processo. Em Março de 1987, eles concordaram em compartilhar o crédito pela descoberta do vírus e dividir os royalties dos kits de análise de sangue”.

Em 1994, tais royalties totalizavam USD35 milhões. Robert Gallo possuía 13 patentes nos EUA na época e havia pedido outras 29. As suas invenções trouxeram aos seus empregadores anteriores, os Institutos Nacionais de Saúde, metade da sua receita com royalties. A Universidade de Maryland foi autorizada a deter as patentes de novas invenções emergentes do Instituto de Virologia Humana de Gallo, mas dividiria os lucros de 50 a 50 com os inventores. Grandes esperanças foram depositadas em Robert Gallo. Com tanto dinheiro e política girando em torno do HIV/SIDA, a África não teve outra oportunidade. Os seus números de HIV/SIDA precisavam ser exagerados o tempo todo para colocar mais dinheiro nos cofres dos pesquisadores globais de SIDA. E com isso nasceu uma “epidemia” com feições do dólar norte-americano. Não importa que tivesse dois pés enormes de argila!

Algo mais sinistrosos

Ben Geer, um sul-africano branco que lutou pelo Governo de Ian Smith na Rodésia, actual Zimbabwe, faz perguntas estranhas no seu livro escrito em 1997, intitulado Something More Sinister, que investiga a disseminação do HIV/SIDA e experiências com outras substâncias químicas e armas biológicas perigosas na região da África Austral pelos dois governos supremacistas brancos da Rodésia do Sul e da África do Sul do regime de Apatheid, usando negros como cobaias.

Alguns trechos do livro de Ben Geer referem: “As forças de segurança da Rodésia operaram uma Unidade de Guerra Biológica durante a Guerra Bush. Por quê? A continuação da aniquilação de aldeias e centros de refugiados em Moçambique pelas forças de segurança da Rodésia, sem consideração a civis inocentes, idosos, mulheres e crianças, parece incongruente com os seus ideais cristãos. Por quê a guerra foi prolongada e essas atrocidades foram cometidas depois que se chegou a um acordo sobre as propostas de Kissinger?

Ben Geer prossegue: “Inúmeros incidentes verdadeiros... como o relato da Operação
Eland quando, em Agosto de 1976, a unidade da Rodésia do Sul, os Selous Scots atacaram a base da ZANLA (braço armado da ZANU-PF) em Nyadzonya, Moçambique, e teriam matado 340 ‘terroristas’ e 30 soldados da Frelimo. Mais tarde, a ONU afirmou que a maioria das vítimas eram refugiados e não soldados. As operações militares ofensivas empreendidas pelos Selous Scots foram acompanhadas de ordens específicas para capturar e trazer de volta pacientes hospitalizados de bases de ‘terroristas’ em Moçambique durante os ataques para interrogatório!”

Isso parece estranho ao extremo, enquanto havia mais de mil pessoas saudáveis no campo de Nyadzonya na época deste ataque que poderiam ter sido levadas para interrogatório. Por quê os Selous Scots foram instruídos a levar pessoas hospitalizadas ou feridas em cativeiro para o hospital, onde seria claramente impossível identificar a sua patente militar ou, de facto, avaliar se eram civis e não soldados?” Aqui Ben Geer insinua que os “pacientes/doentes ou hospitalizados” foram sujeitos a contaminação secreta ou experimentação por agentes da Unidade de Guerra Biológica da Rodésia (Rhodesian Biological Warfare Unit - BWU) e, depois que Ian Smith concordou repentinamente com as propostas de Kissinger de conceder o domínio da maioria negra, o Governo teve que remover as evidências de contaminação, eliminando os pacientes hospitalizados antes que as notícias saíssem.

Ben Geer revela, no entanto, que: “Os
Selous Scots não cumpriram esta directiva sobre ordens específicas para capturar e trazer de volta pacientes hospitalizados e doentes das bases da ZANLA em Moçambique. Dizia-se que um rastreador casual acendeu o telhado de palha do hospital e todos os pacientes foram queimados até a morte. Os Selous Scots estavam cientes dos riscos de infecção de quaisquer cativos ou simplesmente ignoraram a ordem que comprometia a segurança da missão, como isso sugere?

“Outro evento igualmente estranho foi o massacre da vila de Karima, na Rodésia do Sul, perto da fronteira, que foi descrito pelos
media como um ‘incidente misterioso’. Na noite de 12 de Junho de 1975, as forças de segurança da Rodésia do Sul abriram fogo contra uma reunião de homens, mulheres e crianças. Um comunicado do Governo da Rodésia do Sul negou o seu envolvimento e disse que apenas 20 pessoas haviam sido mortas por terroristas negros!”

As forças de segurança da Rodésia do Sul removeram todos os corpos e disseram aos parentes enlutados que os cadáveres haviam sido queimados numa colina a alguns quilómetros de distância. Mais tarde, as forças de segurança retornaram e insistiram em supervisionar o enterro das “roupas ensopadas de sangue” que restavam. O que há por detrás do incidente insensível e inexplicável?” - pergunta Ben Geer pergunta e continua:

“As forças de segurança da Rodésia do Sul tinham uma política logo após a declaração unilateral de independência [UDI], em Novembro de 1965, pela qual libertaram certos terroristas em cativeiro, que foram devolvidos através da fronteira aos países vizinhos para os seus companheiros, supostamente para tentar convencê-los a depor as suas armas. Esta é uma explicação plausível?”

Tecnologia de guerra biológica

Ben Geer continua mostrando com que facilidade a África do Sul poderia ter adquirido tecnologia e pessoal de guerra química e biológica (CBW), revelando que “após a Segunda Guerra Mundial, criminosos de guerra nazistas puderam refugiar-se na África do Sul”. E não apenas isso, mas “a pesquisa médica sul-africana sobre o sistema imunológico foi extremamente avançada como resultado do trabalho da unidade pioneira de transplante de coração no Hospital Groote Schuur, na Cidade do Cabo”.

Ben Geer então volta a sua atenção para importantes e controversas “datas de interesse” nos anais da África do Sul e da Rodésia: “O3 de Setembro de 1971: Um relatório abrangente do Fundo Internacional de Defesa e Ajuda britânico, intitulado Terror em Tete (Moçambique), descreve como os soldados rodesianos chegam à vila de Singa, no distrito de Mukumbura, e matam os aldeões: homens, mulheres e crianças. Um relatório de oficiais do exército português, publicado em Abril de 1971, confirma a actividade rodesiana a 100 km dentro de Moçambique. “As operações consistem em acções rápidas de pára-quedistas em áreas especificadas e na liquidação de qualquer vida humana, não havendo prisioneiros civis ou militares, e um retorno às suas bases na Rodésia”.

Fevereiro de 1975: Dois passageiros que viajam pelo Zimbabwe, perto da fronteira com Moçambique, estão infectados com o vírus Marburg. Um morre posteriormente em Joanesburgo. Este é o primeiro surto de doença de Marburg registado em África. O caso está bem documentado. Já em “Setembro de 1976: o Secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, faz uma visita inesperada à África do Sul. O Primeiro-Ministro da Rodésia, Ian Smith, voa duas vezes para a África do Sul numa semana e concorda com os termos estabelecidos por Kissinger... sem protestar! Ian Smith anuncia a regra da maioria negra ‘dentro de dois anos’, algo que ele disse que não aconteceria na sua vida!”

21 de Novembro de 1977: as forças de segurança da Rodésia atacam duas bases da ZANLA em Moçambique, matando mais de 1.200 pessoas nos campos de Tembwe e Chimoio, novamente, incluindo mulheres e crianças. Vários ataques aéreos e terrestres são lançados pelas forças de segurança da Rodésia contra as principais bases ‘terroristas’ em Moçambique. Os habitantes de várias outras aldeias e campos são aniquilados e os corpos são enterrados em valas comuns.

Cinco meses depois, em Março de 1978, um Governo de transição é empossado em Salisbury, actual Harare, encerrando o domínio da minoria branca na Rodésia. Em Setembro de 1978, Johannes Vorster renuncia à presidência sul-africana e em Junho de 1979 à presidência do seu partido. Um dos feitos mais notáveis de Vorster foi trabalhar com Henry Kissinger para convencer Ian Smith a conceder o domínio da maioria negra na Rodésia, enquanto ele próprio permanecia estritamente contrário a qualquer futuro na África do Sul.

Ao fazer essas perguntas, a intenção de Ben Geer era alertar o mundo para o facto de que os governos da Rodésia e da África do Sul estavam usando os seus programas de CBW para prejudicar os negros da região muito antes de Ian Smith concordar em conceder o domínio da maioria negra e, como quando a independência se aproximou no Zimbabwe, os dois governos brancos se esforçaram para destruir as evidências. Ben Geer acha que o envolvimento dos EUA e da Grã-Bretanha nas travessuras da CBW na África Austral não foi acidental. Portanto, eles tiveram que pressionar Ian Smith a capitular, para que as evidências pudessem ser completamente apagadas antes que as forças nacionalistas se tornassem triunfantes na guerra de Bush na Rodésia.

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